02/05/2008

A.F. Santarém

Batalha campal resulta em 25 jogadores suspensos
Santarém, 02 Mai (Lusa) -- Uma batalha campal após o jogo da 1ª divisão distrital de Santarém entre o União de Almeirim e o Alcanenense resultou na suspensão de 25 jogadores e diversos dirigentes e treinadores. O Conselho de Disciplina da Associação de Futebol de Santarém (AFS) puniu dois jogadores do União de Almeirim com seis jogos de suspensão, outros 12 com seis jogos e 11 jogadores do Alcanenense com quatro jogos de suspensão. De acordo com a deliberação publicada hoje, na União de Almeirim, o técnico Leonel Madruga, que foi expulso durante o desafio, foi suspenso preventivamente por um mês, multado em 150 euros e incorre em dois processos disciplinares. Dois dirigentes do clube foram suspensos preventivamente e alvos de processos disciplinares e um outro foi suspenso por 20 dias. No Alcanenense, o treinador, José Torcato, e um dirigente foram suspensos preventivamente e alvos de processos disciplinares. Um dos elementos da equipa de arbitragem assegurou à Agência Lusa que após o jogo disputado em Almeirim, que terminou empatado 1-1, os jogadores do Alcanenense, primeiro classificado, saudaram o público almerinense e um jogador adversário "instigou" o conflito, que já estava latente "desde o jogo da 1ª fase", em Alcanena. "Terminou com tudo à batatada e ao murro", descreveu um dos árbitros, acrescentando que os confrontos só terminaram "com a intervenção da GNR". "Nós (árbitros) não tivemos nada a ver com isso, ficámos no centro do terreno a ver e só apontámos os jogadores que não se envolveram", explicou, detalhando que o jogo decorreu de forma "viril, mas dentro das regras". À 6ª jornada da 2ª fase, o Alcanenense ocupa o 1º lugar da classificação da 1ª divisão distrital de Santarém com 41 pontos e o União de Almeirim a segunda posição a sete pontos do líder. Ambas já garantiram um lugar na divisão de honra da AFS na próxima época. JPS. Lusa/fim.

Um comentário:

  1. Artigo sobre o tema publicado no jornal O Mirante, de 15 de Maio de 2008, da autoria do Dr. Juiz Helder Fráguas:

    À porrada



    Existem seres vivos no planeta Terra.

    Não há vida em Marte.

    Estas duas frases merecem análises diferentes. A primeira é afirmativa. A segunda é proferida na negativa.

    Nós temos a certeza de que há vida na Terra. Cruzamo-nos com a mais diversa fauna e flora.

    Agora, já é muito ousado garantir que não existe uma realidade. Por mim, eu ponho-me de fora. Não faço apostas sobre se há ou não há vida em Marte.

    Esta questão coloca-se frequentemente nos tribunais.

    É perfeitamente admissível que alguém afirme:

    - Ele apontou a pistola ao condutor.

    Já deve ser encarada com algum cepticismo a declaração:

    - Este meu amigo nunca roubou nada a ninguém.

    Como é que a testemunha sabe? Andou sempre ao lado dele?

    Em termos legais, esta matéria é denominada como invocação de factos negativos.

    É arrojado comunicar: “o Manuel não se encontrava na estação de serviço”.

    Aquilo é um espaço tão grande. Como é que se pode afiançar isso?

    Porém, já é aceitável dizer: “àquela hora, o Manuel estava no hotel, que fica a 40 km da estação de serviço”.

    São objecto de especial atenção as alegações de factos negativos, quando os mesmos respeitam a circunstâncias pessoais.

    Uma coisa é o arguido afirmar:

    - Eu não escrevi essa carta.

    Outra é uma testemunha dizer:

    - O arguido não escreveu a carta.

    Deste modo, devemos concluir o seguinte. Os factos negativos interessam quando são invocados pelo próprio. Os terceiros devem, acima de tudo, declarar o que viram e ouviram. Em princípio, não têm capacidade de se pronunciar sobre factos negativos.

    Por isso, tenho alguma dificuldade em compreender o método de actuação nos lamentáveis acontecimentos durante o jogo de futebol que opôs o União de Almeirim ao Alcanenense, detalhadamente noticiado por O MIRANTE.

    Segundo um dos árbitros, eles limitaram-se a registar quem não participou na contenda. No final, chegaram à conclusão de que 26 jogadores tinham andado à pancada.

    Na minha visão, deve agir-se ao contrário.

    Quem pode garantir que certo jogador não deu uma pisadela ou um encontrão?

    O que se deve fazer é ir tomando nota quanto aos que agrediram alguém. Mesmo que, com esse trabalho, escape alguém.


    http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=339&id=43782&idSeccao=4955&Action=noticia

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